Os caminhos da segurança

 

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Operações Stop de sensibilização, regras de segurança para crianças e ainda um encontro nacional. Eis o segundo dia da semana foco da Viseu Capital Jovem da Segurança Rodoviária.

Os pequenos agentes esperavam, ordeiramente, junto ao passeio, que a Polícia de Segurança Pública fizesse parar os primeiros condutores. Equipados a rigor, os alunos do 4.º ano do Ensino Básico da Escola Aquilino Ribeiro tinham uma missão: sensibilizar para os perigos na estrada e fazer algumas perguntas.

A coordenadora do programa Escola Segura da PSP, Ducília Marques, explicou que a informação recolhida pelas crianças diz respeito ao comportamento atrás do volante: uso dos sistemas de retenção (cinto de segurança e cadeiras para crianças), utilização de telemóvel ou paragem nas passadeiras são alguns dos exemplos.

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Os dados serão depois tratados em sala de aula pelos alunos, num exercício de Estatística. Mas é esperado que a ação deixe também um impacto junto dos condutores. Ao ser feita por crianças, realçou Ducília Marques, a abordagem “poderá ser mais eficaz”, ao serem estas “a recordar as regras aos adultos”.

Essa é também a opinião de um dos condutores envolvidos na ação, Marco Figueiredo. “Este tipo de iniciativa pode sensibilizar mais – ao ver uma criança, o condutor pode lembrar-se de que elas estão na estrada e que é necessário respeitar as regras”. Do ponto de vista dos alunos, acrescenta, esta é também uma forma de “aprender, desde pequeninos, as regras e o porquê da sua existência”.

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À semelhança desta iniciativa, destacou Ducília Marques, a PSP realizou, no anterior ano letivo, “mais de 200 ações de sensibilização na cidade de Viseu”. No total, acrescentou, mais de 17 mil crianças foram envolvidas. “Pela pista de trânsito municipal passaram 5 mil crianças do 1.º ciclo”.

Kids na Estrada
Simultaneamente, na Escola Mestre Arnaldo Malho, em Rio de Loba, os estudantes do Ensino Básico tiveram a oportunidade de visitar o espaço “ACP Kids”, recordando ou aprendendo algumas das principais regras de segurança nas estradas.

Assim, em sessões de meia hora, cada turma pode simular algumas situações de trânsito –atravessar na passadeira, entre dois carros estacionados ou simular uma pequena viagem foram alguns dos exemplos. Esta iniciativa continuará, durante toda a semana foco, com visitas marcadas às escolas básicas Aquilino Ribeiro e Rolando Oliveira.

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Para uma das professoras do Ensino Básico que acompanhou a visita dos alunos, Luísa Sousa, nesta faixa etária, as crianças estão mais recetivas à mensagem de segurança rodoviária. “Nesta idade não têm ainda ‘vícios’”, realçou.

Por outro lado, acrescentou a professora, esta abordagem é especialmente eficaz junto dos estudantes, uma vez que é uma experiência ao vivo, lúdica e “realizada em conjunto com os colegas – isso facilita [a aprendizagem]”. Uma assimilação que poderá “fazer a diferença no futuro”, acredita, até pelo facto das crianças poderem levar esta mensagem até à sua casa e aos seus encarregados de educação.

Um encontro feito de segurança
Na Escola Superior de Educação do Insituto Politécnico de Viseu, o dia foi preenchido com o IV Encontro de Segurança Rodoviária – um evento criado com o objetivo de “promover a cultura de Segurança Rodoviária nas Escolas”, revelou a professora que integra a equipa de Cidadania da DGE, Olívia Soutenho.

Por essa razão, ao longo das três edições anteriores, tal como nesta, foram escolhidas Escolas Superiores de Educação pelo país. “Sâo elas que estão a formar os educadores e professores do futuro”, explicou Olívia Soutenho.

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Assim, ao longo do dia, estiveram em destaque as formas de inclusão da temática da Prevenção e Segurança Rodoviária nos currículos escolares, as ferramentas a utilizar e também as possíveis pontes com outras disciplinas e áreas do saber. Neste capítulo, o recente plano de flexibilização curricular poderá ser um dado importante para trazer até às salas de aula as matérias de prevenção e segurança rodoviária, bem como outras temáticas da área da cidadania, concorda Olívia Sortenho. “Vai ser possível centrar o trabalho na realidade local de cada comunidade escolar – isso é uma mais valia”, concluiu.

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